olha! a Nina postou!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Eles têm uma galinha chamada Merilú
Por Ana Lamounier e Leandra Postay
Publicado originalmente no jornal 'Voz da Escola', Colégio Florescer
Passamos a vida nos preparando para entrar no lugar que nos proporcionará um diploma e um futuro. Quando o grande dia chega, nos deparamos com contentamento e insegurança. O estudante-artista, Ogídeo Azeyrak, 25, diz que os primeiros meses na faculdade são confusos. “Eu não conhecia ninguém, não sabia o que fazer, aonde ir, o que iria conseguir. Algumas pessoas apelidam a UFES de Ilha de Lost: você entra e nunca sabe quando vai sair”.
Burocracia, comida ruim, independência. Todos sentem o impacto da transformação: “É co
Os anos de faculdade são, para muitos, os últimos de ensino institucional, o que pode causar temor e pré-nostalgia naqueles que passaram a vida em escolas, cercados por colegas e professores. É o caso de Lara da Rocha, 21, que cursa o 2° período de música: “Quando me formar, vou ficar triste, porque a universidade é um lugar único que não exige tanta responsabilidade como o que virá depois”, alega.
Mesmo que o futuro assuste, é preciso aproveitar o tempo de vivência. Aliás, essa é uma palavra fundamental: todos os entrevistados apontaram o cotidiano na faculdade como o melhor e mais importante nessa época da vida. É uma diferença essencial entre as universidades federais e as particulares. O ensino superior pago não oferece a experiência e as oportunid
Eu levaria um sanduíche para a faculdade. Até porque o local dá a sensação de que estamos num grande piquenique. Se bem que ninguém contaria com a presença de uma galinha durante uma refeição... É isso mesmo! Os estudantes de artes adotaram uma galinha b
Todas essas particularidades auxiliam na formação do indivíduo. “Você vira um cidadão mais completo, tenta contribuir e aproveitar ao máximo o que a universidade pode oferecer”, diz o estudante de jornalismo Marlon Marques, 24. Maravilhas à parte, a faculdade também pode ser frustrante: ”apesar dos benefícios, cursar o ensino superior é difícil para quem não tem condições. É preciso dar conta de trabalhar para pagar as despesas. Além disso, com o tempo você perde a visão deslumbrada da faculdade e o acúmulo de muita coisa causa um cansaço mental e físico”, conclui.
Parece que com a chegada ao campus, tudo vai ser diferente. Passamos a ter um controle maior sobre nós mesmos e lidar com o outro torna-se uma prioridade. Não são poucos os que aguardam o dia de entrada na faculdade com grande ansiedade. Por certo nem tudo será como esperamos, mas isso não tira a sensação de que, de uma forma ou de outra, ter uma vida universitária será extremamente bom. Os melhores momentos serão aqueles que ficarão na memória e que renderão boas histórias para contarmos posteriormente. Agora é só esperar.
sábado, 26 de julho de 2008
Uma pequena perspectiva de um certo casamento do ponto de vista de uma religiosa ignorante para um ponto de vista miserável
Se você não vai ao casamento, aos tropeços, ele vem até você"
Por Ana Lamounier
Tudo começou lá pelas quatro da tarde.
Liga o chuveiro, entra e... “opa, essa não é a água quente”. Com muito empenho, troca de banheiro e é feliz.
Depois do banho: enrola, enrola, enrola o cabelo. Enrola, enrola, enrola o cabelo. Resultado: o cabelo ficou enrolado (ó vida imprevisível). E cheio de bobs e presilhas coloridas. Daí: seca, seca, seca as madeixas. Seca, seca, seca as madeixas. Por umas duas horas. Pretendo ficar bem longe de secadores por um bom tempo, e é aconselhável que ninguém chegue perto de mim segurando um, a menos que queira o aparelho sujo de sangue.
Pseudo-cachos. Foi tudo o que eu consegui.
Meia-calça preta, maquiagem fajuta com produtos vencidos, vestido e... sapatos. Minha vida empacou aí. Eu tinha duas opções: à minha direita, sapatilhas práticas, e à minha esquerda, sandálias-bonitas-assassinas-e-pretas-com-oito-centímetros-de-salto. Eu, afogada em minha ingenuidade, pensei: “poxa, eu nunca uso saltos, por que não dar uma chance agora?”. Se minha vida fosse Twilight Zone, eu poderia voltar no tempo e gritar umas três razões. RAZÃO 1: você não sabe andar de salto! RAZÃO 2: saltos não são bonzinhos... RAZÃO 3: você não é aberta a mudanças – use sua sapatilha e morra com ela.
Escolhi o pior sem saber a tortura que me esperava, mas apesar de tudo, eu estava bonita o suficiente.
Próximo passo: casamento.
A criança que aqui escreve, em toda a sua graça tropeçando nos pés com as sandálias-bonitas-assassinas-e-pretas-com-oito-centímetros-de-salto, chegou a igreja. ISSO é inédito. Não somente o fato de pisar numa igreja, mas de conseguir chegar à ela. A rua era de paralelepípedos: eu mal conseguia andar em cima daquilo. Mas consegui relaxar quando sentamos para a cerimônia que aliás, foi estranha: oficiais do exército entraram lado a lado parecendo casais, em seguida o noivo-que-tem-nome-de-um-elemento-da-tabela-periódica e a noiva-de-cabelos-tão-pretos-que-chegavam-a-parecer-azuis. Pausa para dizer que sua cabeça balançava sem nenhuma razão aparente. Eu tenho minhas teorias: ela tão ignorante para saltos quanto eu (é a mais improvável, pois seria realmente uma proeza) ou o véu de três metros de comprimento estava muito pesado e a fazia oscilar de um lado para o outro.
A cerimônia começou. O padre falou uma baboseira (com todo o respeito, eu simplesmente não consigo prestar atenção nisso) com entonação esquisita e as pessoas repetiam alguma coisa relacionada a Deus e tudo mais. Eu fazia nada disso. Eu até me sentia mal por nunca ter ido à igreja numa simples tarde de domingo e não saber nada sobre a minha “religião”. No casamento, a única música que eu podia cantar, era a que ninguém mais sabia porque era do Fantasma da Ópera. Se eu não me engano, eu fiz até a cruz errada (o espírito no lugar do filho), mas era a desconcentração das sandálias-bonitas-assassinas-e-pretas-com-oito-centímetros-de-salto. A cruz errada? Por causa dessas coisas eu tenho a impressão de que não vou para o céu. Uma vez eu simplesmente destruí um terço para fazer um colar e o vendi por dez reais.
Eu nunca fui muito sentimental, mas reparei que meus olhos arderam e ficaram meio marejados no meio do falatório do padre. No momento em que pensei que meu coração não era de pedra, lembrei do rímel vagabundo: “Ah, está explicado”.
Quando a cerimônia acabou, o casal saiu da igreja e logo depois, os oficiais gays. Nem me deixaram cumprimentar os recém-casados. Saí cambaleando em cima das sandálias-bonitas-assassinas-e-pretas-com-oito-centímetros-de-salto e cheguei ao carro com esforço hercúleo.
Cheguei em casa, tirei as sandalinhas de Satã, troquei o vestido por uma blusa do Piu-Piu, removi a maquiagem e tirei os cachos.
A Cinderela voltou a ser a gata borralheira e nem era meia-noite ainda.

quarta-feira, 23 de julho de 2008
Sabe o que é bizarro?
Ver uma estátua de cera idêntica a Amy, mas que parece saudável.
[se eu tivesse que escolher entre a estátua e a Giselle Itiê, pegava a estátua =x]
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Toda Bossa é Nova e você não liga se é usada
Há exatamente cinqüenta anos, João Gilberto gravou Chega de Saudade, que se tornou um marco para a cultura do Brasil.

O que viria a ser a Bossa Nova começou a se formar na década de 50, no Rio de Janeiro. Foi lá que brasileiros, amantes do jazz americano e da música erudita, passaram a construir, aos poucos, um ritmo que unia a alegria da melodia brasileira com a beleza e sofisticação da americana. João Gilberto, Carlos Lyra, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Nara Leão, são personagens fundamentais desse movimento e por certo merecem o reconhecimento que têm até os dias atuais.
Na segunda feira, sete de julho, o Parque Ibirapuera abriu suas portas para uma mega exposição tecnológica, que tem como obejtivo contar a história da Bossa Nova e relembrar os grandes artistas relacionados a ela. A exposição ficará em cartaz até sete de setembro, na Oca. A Praia de Copacabana, com grande importância histórica para o ritmo, foi reproduzida no subsolo do local e se modifica ao longo do dia, com efeitos de iluminação.
"O público poderá interagir com muitos dos recursos tecnológicos de última geração, como jukeboxes com canções da época movidas a sensores e até uma câmara anecóica (sem eco), construída no centro do museu, em que se ouve o próprio coração", relata o portal G1.

Para os dias 25 e 26 de agosto, já está marcada uma apresentação ao vivo de Roberto Carlos e Caetano Veloso cantando Tom Jobim, no auditório do Ibirapuera. Se você estiver em São Paulo ou for passar por lá até o fim da exposição, faça o favor de não perder essa oportunidade. Pelamor.
